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As consequências da dicotomia |

O planeta Terra,que não é nada mais do que a concretização da obra da natureza,é composto pelos quatro elementos básicos(água,terra,fogo e ar).E nós,somos constituídos de que?
A obviedade da resposta à esta pergunta é aparente,pois sabemos desde que os filósofos gregos desenvolveram essa concepção ,muitos anos antes de Cristo,que o homem é formado por estes elementos também.Logo,se o homem assim é composto ,ele integra a natureza,é uma de suas obras.
Quando falo da aparente obviedade,quero mostrar que a humanidade é incoerente com esse e com os demais conhecimentos que ela possui,tendo em vista sua prepotência em achar que domina a natureza por meio da ciência,quando na verdade,ela faz parte do que pensa dominar.
Aquecimento global,seca na Amazônia,índices de câncer de pele aumentando no mundo e outras tragédias,são provas cabais de que o homem não está pondo em prática a velha lição de que ele pertence à natureza.
Esta lição,apesar da maciça divulgação sobre a catástrofe que se alastra pelo mundo ,e a percepção real de como ele já está,devido ao efeito estufa,continua sendo negligenciada por muitas pessoas.
É claro que várias ONGs,instituiçãoes e países estão discutindo,propondo metas e pondo em prática ações para amenizar o aquecimento,mas grande parcela da população mundial,e por incrível que pareça,os jovens,que vão herdar este caótico mundo,ainda não caíram em sí.
Será que é porque gostam de sentir a adrenalina correndo nas veias e adoram a sensação do perigo ,ou por pura alienação,que muitos destes jovens não parecem perceber a gravidade da situação e por isso não fazem nada?
Bem,minha gente,mais um ítem que comprova que somos acessório da natureza e o nosso lado animal,irracionalmente se explica pelo capitalismo SELVAGEM,que alem de burro,mata!!!!Por falar nisso,uma recente pesquisa mostrou que,mesmo com tanta informação ,com o filme do ex-candidato à presidente dos EUA ganhando Oscars,o pís mais selvagens do mundo é um dos últimos da lista dos países que menos se preoculpam com a situação.
Essa dicotomia,ou seja,separação do que é homem e do que é natureza,só deixará de provocar catátofres se cada pessoa,como um pequeno átomo de uma bomba atômica que motiva a grande explosão,fizermos algo.Portano divulgue algum projeto,ONG,ou quaquer coisa que ajude a nateureza,ou melhore,o próprio homem,neste blog!!!!!!

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ODE A TATI QUEBRA BARRACO |

Não é segredo que acordo ás cinco horas da manhã para ir á faculdade. Como todo bom pobre “pego a condução” em um estado de latência aprofundada.
A única coisa que me acorda é a voz estridente de Tati Quebra Barraco cantando:
“Me chama de cachorra que eu faço auau
Me chama de gatinha que eu faço miau
Se tem amor a Jesus Cristo”
Minha primeira reação é gritar:
“Alessandro se tem Amor a Jesus Cristo MUDA A MÚSICA!!!!”
Resumindo: Meu sono acabou e eu odeio funk.
Nós mulheres, lutamos para alcançarmos nossa independência, para mostrarmos nossa capacidade e acima de tudo, a dignidade.
Parece bobo, e até cômico, figuras mitológicas como Taty Quebra Barraco ou Deisy Tigrona, mas não é!
Estas “artistas”(ao menos eu não vejo nenhuma expressividade artística nelas) são embaixadoras do machismo deliberado e da exploração sexual que nos é submetida.
Somos as cachorras, as gatas, as porcas, as éguas, ou seja, meros animais susceptíveis ao uso e desuso de seu dono.
Não importa os sentimentos, as origens, as marcas da vida e os sonhos que uma mulher tem, o que vale é tomar “a disgramada da cachaça” e achar o primeiro depósito de espermas disponível.
Quem dança, canta e ri dessas expressões de contra-cultura consente na exploração sexual feminina e na coisificação desta.
Não concorda?! Então coloque uma coleira, fique de quatro e deixe um maníaco exibir sua “caçada” em uma quebrada “qualquer”.
Betty Friedan deve se remexer no túmulo.

Sem Título |
As mãos ansiosas suam e procuram o que fazer a fim de aliviar a tensão. Esfregam os olhos, deslizam pelos longos cabelos ou até mesmo pressionam a espinha incômoda. O pé direito logo começa a tremer, fazendo com que todo o corpo e a cadeira o acompanhem de maneira sincronizada, como em uma orquestra afinada.
Logo vem o bocejo, aquele longo bocejo, onde o corpo se estica por completo a procura de relaxamento ante à ansiedade. E até sai um “Ahhhhhh” . Os olhos lacrimejam.
É incrível como nesta hora surgem coceiras inesperadas. Cabeça, costas, nariz (este é o pior, sou logo tomado por espirros descontrolados, justamente eu, que odeio espirrar), mas voltando, coça o pé, o braço, tudo.
As pernas cruzam e descruzam. Poderiam até dançar um belo tango argentino.
O papel me encara, a caneta me pressiona, mas a mente me insulta. Para que um belo texto seja escrito, de maneira que prenda a atenção de quem o lê, é necessária uma harmonia entre papel, caneta e mente. Mas definitivamente hoje, parecem que brigaram e não querem se comunicar.
Paralisado (literalmente), o tempo passa, me sinto como em transe e os olhos parecem fixados no além. Neste momento, todo pensamento idiota e fútil vem à mente. O cachorro da rua, a sogra, uma música qualquer, enfim, nada de tão interessante.
Semelhante a um estalar de dedos, volto à realidade, o papel continua em branco, a caneta caída ao lado, desprezada, e a mente cansada (dor de cabeça). Preciso Dormir.
Raphael Pacheco se diz cronista do "Ponto de Vista"!

O Brasil precisa descobrir o seu cinema |
Depois de ter sido dado como morto na década de 90 e de tantas “idas e vindas” termo do qual se pode caracterizar o cinema brasileiro, mais uma vez ele renasce e sobrevive. È possível observar o crescimento que se teve nos últimos 10 anos e a sua atual retomada, provada pelo número de produções, altas bilheterias e a participação em renomadas premiações. Produções muito bem realizadas têm sido feitas. Possibilitando a ser cogitada a hipótese da existência de uma indústria brasileira de cinema. Coisa que não existe. Nunca existiu. Não resta dúvidas do alto nível dos profissionais de cinema no Brasil o que mostra belas produções já realizadas por eles, mas ao contrário do que muitos pensam nosso cinema ainda não atingiu o seu apogeu. E os motivos são claros.
O Brasil não tem compromisso com o cinema, e os cineastas dependem quase que totalmente das leis de incentivo, de onde todos nós sabemos que não se pode esperar grandes resultados. Mas não é apenas esse motivo obvio que impede a aproximação de um possível mercado cinematográfico brasileiro. Começando pelos próprios empresários donos de salas que na maioria das vezes não pedem os filmes nacionais, impedindo a sua difusão, como aconteceu recentemente com o filme tapete vermelho que não saiu do eixo Rio São Paulo, e o pouco tempo que permanece em cartaz, para dar espaço a um filme americano qualquer. O legado deixado ao cinema nacional nos anos 80 foi o preconceito, que naquela época era causada pela baixa qualidade dos filmes, qualidade que hoje é de dar inveja a muitos filmes americanos, mas o preconceito não acabou. Muitos que não assistem aos filmes julgam sem ao menos terem visto e acreditam que fazer cinema é conseguir mostrar grandes explosões, perseguições, tiroteios e músculos avantajados. Essa coisa que o cinema norte americano sabe fazer muito bem.
O cinema brasileiro não é composto disso, mas de profissionais que tiveram uma matéria valorosa na escola de cinema da quais todos os cineastas deveriam ter, produzir sem dinheiro. O cinema brasileiro valoriza os grandes roteiros, a beleza da interpretação, e tem uma essência maravilhosa que faz do nosso cinema único e especial, essência essa, que infelizmente não foi descoberta por grande parte do povo brasileiro. Mais de 200 longas foram produzidos nos últimos anos, o que ainda é pouco para um país que tem gente talentosa e muita história pra contar. Vamos acordar, o cinema é muito mais belo por aqui, é muito mais fascinante. O Brasil precisa se redescobrir.

Égua! - uma breve consideração sobre nossa língua. |
A variação da linguagem, muito presente nas diversas regiões do Brasil, demonstra pluralidade cultural e lingüística, causando ainda alguns problemas. Belém do Pará é uma cidade que se destaca muito nesse processo. "Égua! Égua! Égua! Será que ninguém pára de falar isso aqui? Esse é meu amigo Pacheco, um goiano que mora em Belém há um ano e não se acostuma com o modo como falamos. Por conta disso, temos algumas divergências.
"Égua" é uma espécie de interjeição que nós, de algumas regiões do Pará, utilizamos comumente - apesar de um famoso professor brasileiro de língua portuguesa afimar equivocadamente que é o nosso "legal" - e que torna muito peculiar o nosso vocabulário. Muitos também dizem ser um palavrão (o meu amigo Pacheco já disse) e outros simplesmente julgam "esquisito".
O fato é que estarmos muito habituados ao nosso próprio modo de falar, agir ou até mesmo de pensar, pode nos enlaçar. E o pior laço que podemos cair é o laço do preconceito, e por quê não dizer do etinocentrismo?
O que o nosso País tem de mais interessante é a sua riqueza cultural. Existem vários brasis dentro do Brasil. E no que se refere ao modo de falar, há muito a conhecer. O nosso modo de falar por aqui é um exemplo. Em outros lugares utilizam "caraca meu!", "uai!" e assim por diante. Antes de criticar ou achar "estranho", precisamos conhecer e respeitar. Quanto ao meu amigo Pacheco, sei que ele vai se habituar e acabará soltando um "pai d'égua" por ai!
Quaisquer que sejam os nossos hábitos lingüísticos, somos todos falantes, e falantes da língua portuguesa falada no Brasil. Nada mais importa se conseguimos nos entender, afinal, esse é o objetivo da comunicação.
