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O ser social... |
Quando estávamos montando o blog, ficou definido que cada um dos sete integrantes falaria de um tema, o meu seria o meio ambiente.Apesar de adorar falar sobre este assunto não quero me limitar à ele,pois,como já disse em meu texto de estreia,o homem integra a natureza.Pois bem,vamos ao texto(na verdade é quase um monólogo,um despejar de pensamentos.) deste sábado nublado,que tratará de um assunto que só os animais "racionais" podem ter:(pelo menos é o que se acha,talvez um dia saibamos que os "irracionais" também sentem !!!)conflitos existenciais.
Os nossos,ancestrais das covernas,viviam em grupos,havia uma divisão de trabalho e cada elemnto exercia sua função por motivos individuais,por exemplo,no caso da caça o motivo era a fome de cada um, mas a finalidade era comum, a sobrevivência e a proteção da família.Evoluimos e passamos pela era industrial, na qual também houve divisão de trabalho e as pessoas continuaram se agrupando.
Independente do período ou motivo, o fato é que ,o ser humano sempre sentiu a necessidade de pertencer a um conjunto,família,tribo,panela ou qualquer que seja o termo que defina o ajuntamento de indivíduos,que tenham interesses em comum.Portanto,o ser humano é um ser social.
Algumas pesquisas afirmam que a doença do século será a depressão.Esta doença é motivada por fatores físicos e também psicosociais como: a violência,o consumismo, a descrença com relação ás instituições,perda da fé (não sou um exemplo de fé,nem estou defendendo o poder daigreja,que é uma instituição,mas a crença em algo,ajuda as pessoas a se manterem confiantes,pesquisas já provaram.), a incerteza sobre o futuro devido aos problemas ambientais,o desapego aos valores e princípios éticos,a degradação da família,a instabilidade das relações amorosas.Todos estes fatores psicosociais têm uma origem comum,o individualismo, decorrente do materialismo imposto pelo desumano sistema.
O individualismo é uma característica do homem,pois o amor próprio e se calocar em primeiro lugar em termos de preocupação é natural, mas o meio faz com que ele estampe em destaque este lado e emcubra o seu lado voltado para a coletividade(social).por outro lado,nem sempre pertencer a um grupo faz com que as pessoas se completem,pois muitas vezes elas têm que se forçarem para terem ideáis,atitudes e até roupas que não são verdadeiramente as que gostariam de usar,mas se mantêm no padrão comportamental e estético para fazerem parte do grupo.Neste caso há uma quase completa anulação da identedade, o que acarreta angústia e um rebaixamento da auto-estima.
Quem já não se sentiu só,mesmo estando com muitos amigos verdadeiros ,família,ou em meio a pessoas que tenham mútuos sentimentos de afeto?Confesso,já passei por isso várias vezes e já cheguei apensar que as pessoas somente nos destraem,nos impedem de pensarmos quão inúteis nós somos.Me pergunto muito por que razão, Deus(para os que acreditam que Ele criou o homem) que é tão poderoso e grande,criou o homem?Será que etava se sentindo só e queria ficar olhando de cima o imenso teatro,que é o planeta e seus fantoches,a humanidade?
A música do Zeca Baleiro,Menos sozinho,mesmo que trate mais da relação de um casal contribui para pensarmos no que é a solidão e o papel das pessoas em nossas vidas :"Você me faz parecer menos só,menos sozinho(...)".Este tema é filosófico ,contraditório e muito vago,por isso é difícil concluílo,mas quiz posta-lo para convidar à reflexão e para compartilhar um tópico que mexe comigo,não me vejam como depressiva,para falar a verdade sou muito feliz com minha família e amigos,mesmo sozinha;por falar nisso,estou cansada de ser feliz sozinha,estão vendo a contradição?
Enfim,seja a sóis conosco mesmos,seja sozinho em grupo ou na multidão adimitir que precisamos uns dos outros é um bom começo para nos sentirmos " menos só".![]()

Vida sim!!! |

A televisão, as revistas e os jornais,além de outros meios de comunicação, trazem para a população brasileira um assunto polêmico:o aborto.Fala-se em plebiscito, mas será que todos nós temos esclarecimento e participação política suficientes para tomar tal decisão?
A Igreja Católica já afirmou centenas de vezes que é a favor da vida, porque ela começa com a concepção e não pode ser interrompida intencionalmente.Essa posição da Igreja traz diversas discussões entre religiosos, sociólogos, médicos, biólogos e até economistas.
Muitos economistas afirmam que o aborto pode diminuir a criminalidade,porém essa não é a solução adequada para acabar com a violência e com a pobreza no nosso país. Os brasileiros precisam lutar por uma educação melhor, por um sistema de saúde de qualidade.São tantas coisas que poderiam ser mudadas,mas que não devidamente valorizadas pelos governantes e pela própria sociedade.
Além disso, o aborto causa danos físicos e psicológicos nas mulheres.Os métodos utilizados são muito violentos.Se não forem bem feitos podem causar hemorragia e até a morte de muitas delas.Os dados estatísticos comprovam que a maioria das mulheres que fazem o aborto são adolescentes,solteiras ou que não têm condições financeiras para sustentar uma criança.
Muitas mulheres que fazem o aborto sentem-se culpadas, porque acabaram com uma nova vida que estava sendo gerada.Algumas tornam-se depressivas e precisam de acompanhamento psicológico para superar o trauma.Tudo isso por uma atitude mal pensada,um momento de desespero.

Por que parou? Parou por quê? |

Uma pergunta martela meu cérebro atrofiado (como diria o leitor que assim me elogiou): “Por que a minha geração é tão acomodada nas questões sociopolíticas?”
Ao mesmo tempo que me pergunto, algumas respostas arriscam aparecer!
O Brasil de meus pais, fora marcado pela crueldade da Ditadura Militar(1964-1985).
Os jovens acompanhavam uma série de mudanças significativas. E como poderiam ficar parados em uma ideologia repressora, uma cultura machista (não que hoje o Brasil tenha deixado de ser), um puritanismo religioso, enquanto o mundo se remexia?
Esses jovens foram ás ruas, lutaram, morreram por uma causa! Coisa que todos nós estamos cansados de saber.
O que ocorreu é que geração deles conseguiu os benefícios que hoje, desfrutamos ociosamente.
É bem mais cômodo afundar as nádegas na poltrona macia e confortável para assistir corriqueiramente mais um escândalo político ou mais uma vítima fatal de bala perdida, sem no entanto se envolver e se revoltar com tal situação.
Fomos criados para receber informações prontas e não para contesta-las e protestar contra tais.
O que o Boner E a Bernardes falam é lei e pronto!!!!
Nas escolas, o ensino de matérias que levam o aluno a pensar, questionar e exigir mudanças, foram praticamente extintas da grade escolar; Ao contrário, estuda-se a reprodução das amebas, paramércios e inequações logarítmicas. Quanto raciocínio cultural....
Não é preciso protestar nas ruas, ou pintar a cara de verde e amarelo, eu ao menos faço desta arma de trabalho(minha escrita) meu protesto estridente!
Utilizo-me da frase ícone dos protestos juvenis de 1968:
“É PROIBIDO PROIBIR”
E ainda acrescento:
“É PROIBIDO PROIBIR O PENSAMENTO”!!!
Se questionássemos mais e não engolíssemos tudo pronto, muitas coisas se modificariam neste país Estúpido!!!!

A nova TV pública não será chapa-branca, diz Lula. |
Lula, que passou seu primeiro mandato alternando fortes críticas e alguns elogios à imprensa, disse que a idéia é criar uma ‘coisa séria’, distante, segundo ele, do chamado jornalismo ‘chapa-branca’. Ou seja, daquele modelo estatal apenas de noticiário pró-governo.
Diz Lula que “Sonho 24 horas por dia com uma Tv pública,e que ela não distorça a realidade, como fazem as Tvs que estão no ar”.
Como seria essa TV dos sonhos de Lula? O que ele gostaria de ver que ainda não exista? O Show dos Oprimidos? O BBB dos sem-terra? Que opções de informação e entretenimento faltam nas atuais TVs privadas e estatais que só ela poderá oferecer? O público é ingrato: entre as mínimas audiências da esforçada TV Cultura, as maiores são de desenhos animados, todos estrangeiros.
Como os melhores profissionais da televisão brasileira estão nas emissoras privadas, porque pagam melhor e dão melhores condições de trabalho, quem vai fazer a nova TV? Não bastam ideologia e boa vontade, além de verbas públicas, para fazer uma BBC.
É uma pena que a emissora ainda não esteja no ar para que se pudesse acompanhar uma cobertura isenta da crise aérea. Não ficaríamos à mercê das mentiras e do sensacionalismo das emissoras comerciais e da grande imprensa, ampliando a crise para prejudicar o governo Lula e os companheiros controladores de vôo.
Teríamos imagens alternativas às cenas dantescas dos aeroportos, veríamos os seis meses de esforços do governo, ouviríamos os comentários de Zé Dirceu. Mas quem veria?
Ver ou não ver, eis a questão-chave da televisão. Quando Lula diz que "não interessa se der meio ou zero de audiência", é uma bravata que nos sai cara: se ninguém vê, é dinheiro público no lixo.
Mas, com a nova TV, virá a democratização da informação: todos poderão não vê-la.

Ruim? Não duvide, pode piorar! |
O relógio marcava 15 horas (3 horas da tarde para os desentendidos), toda a bagagem estava na sala, onde estávamos sentados, conversando e esperando a hora certa para pegarmos a estrada. Acompanho meu padrasto (ou melhor, futuro padastro) ao carro a fim de levar minhas malas enquanto minha mãe terminava de fechar a casa. Sento e me acomodo.
Seguimos nossa viagem, que será “nossa” até o aeroporto, pois de lá (o aeroporto) até o destino desejado, passará a ser só “minha”. A única expectativa, ou melhor, medo que me assombrava era o temido atraso do vôo, pois na situação calamitosa dos aeroportos qualquer expectativa e receio são poucos.
Estávamos tranquilos, tudo corria bem, inclusive o carro. Conversávamos sobre variados assuntos, de religião à política, sobre a vida dos outros (Não que isso seja fofoca), até a infeliz hora em que resolveram parar em um posto para tomarmos aquela morena gelada. Você sabe de quem estou falando, não sabe? Pois é, tomamos e seguimos viagem rumo à capital brasileira, berço das pessoas honestas, onde a corrupção é lenda. Só se ouve dizer, mas tudo não passa de um mito, de conversa e boatos (rs).
Mas voltando à viagem. Como em todo organismo que funcione perfeitamente, o líquido que ingerimos no posto “caiu” na corrente sanguínea e logo percorreu todos os sistemas até chegar aos rins. Aconteceu todo aquele processo chato que o professor de biologia (fisiologia animal!) do ensino médio explicou naquele dia em que eu e você estávamos com um sono da moléstia. Voltando. E o que aconteceu? A resposta é simples, a bexiga “encheu”. Foi aí que começou a tortura, a cada balanço do carro parecia que a bexiga iria se romper ou que não aguentaria segurar e logo estaria todo molhado de mijo. Mas não foi isso que aconteceu, ainda bem. Já na cidade, o aeroporto parecia estar cada vez mais distante. Olhava para os lados e não via nenhum posto, nada. Encontrava-me em “estado de nervos”, a ponto de não pronunciar nenhuma palavra sequer, visando poupar energia para o esforço que tinha que fazer no meio das pernas, segurando a cachoeira preste a despencar ladeira abaixo.
Enfim avistei o aeroporto e toda a esperança - de entrar em um banheiro, abrir o zíper da calça, tirar o bicho pra fora, fechar os olhos e deixar tudo rolar - acendia em mim. Ao chegar no aeroporto, desci do carro a procura de um banheiro próximo, mas fui interrompido por um questionamento infeliz que surgiu em minha mente e que rapidamente foi expurgado. “Cadê a passagem?”
Lembrei que o bilhete havia ficado em cima do sofá da sala. O desespero tomou conta de mim, mas ainda estava apertado e precisava de um banheiro urgentemente. Corri até o mais próximo e fiz o que tinha que ser feito. Mas confesso que foi sem graça, perdeu a emoção - se bem que não existe nenhuma emoção neste processo (risos).
“E agora?” Era esta questão que rodeava minha mente e emoção. O medo de não embracar era maior a cada minuto. Aflito, corri ao box da empresa e contei ao atendente o problema. Fui surpreendido com um “Sem problemas, senhor!”. Imprimiu um papel, com o qual pude fazer o check-in.
Embarquei, mesmo sem o bilhete.
Aprendi uma lição: Nada está tão ruim que não possa piorar! E nunca beba coca na beira da estrada.
Raphael Pacheco se diz cronista do "Ponto de Vista"!

BURRICE TEM LIMITE |
Essa semana ouvi de um brasileiro a seguinte declaração “A música Americana é muito mais fascinante que a brasileira, a língua inglesa proporciona uma melhor melodia e faz a canção ser muito mais agradável. Por isso que a música feita por eles sempre dá certo”. É não é só nos fest fud que o Brasil é escravo da industria Americana muito pelo contrário, pode-se dizer que em quase tudo. A arte é claro não esta livre.
Posso estar sendo um chato de insistir no assunto da ultima segunda sobre o Brasil não conhecer seu cinema, isso não acontece só no cinema, mas na música, teatro e literatura.
Não imagina o quanto é irritante ter que ouvir essas declarações, e deparar com o retrato de pessoas que não conhecem a riqueza cultural única, e privilegiada que tem esse país. É bem comum também ouvir “vou para Paris ver exposições de grandes artistas plásticos ou para Nova Iorque assistir os grandes espetáculos”, porque ainda acham que é lá que se faz arte de qualidade, se o Brasil é destaque Mundial nas artes cênicas, se a música feita aqui é aclamada lá fora, então não é necessário sair daqui para ver arte de qualidade. Irrita-me quando vejo a burrice partindo dos próprios artistas brasileiros, companhias teatrais de renome que se entregam a montagem de textos de autores Americanos, E nem é preciso lembrar da riqueza de nossa literatura. Que precisa ser muito mais explorada.
Recentemente foi lançado um filme nas salas de todo mundo o nome é “turistas” cinco jovens Americanos que vem passar férias nas praias brasileiras e aqui são brutalmente mortos e tem os seus órgãos vendidos para o tráfico, o filme com sua péssima qualidade é fracasso nos Estados Unidos e sucesso nas salas do Brasil, os cinemas ficaram lotados para ver o país ser ridicularizado mundialmente, tal sucesso fez do filme líder de bilheteria aqui no Brasil. Com tantos filmes nacionais de qualidade em cartaz as pessoas acharam melhor ver seu próprio país ser ROTULADO pelo cinema Americano de mais violento e mais perigoso e de que não é aconselhável vir ao Brasil.
CHEGA DE BURRICE! ACORDA BRASIL.
Protestos á parte! Prometo que na próxima semana mudo de assunto!

Filosofando sobre Filosofia... |
Com isso, percebi que estava tomando uma atitude altamente filosófica! Não permitir que assuntos tornados banais no cotidiano, sejam banais. Não aceitar que um fato "é porque é!", mas exercer uma postura crítica diante do que me é apresentado.
Tudo isso aprendemos nas aulas de introdução à Filosofia na escola, lemos em algum livro, ou ouvimos alguém falar. Mas estou propondo uma visão muito mais ampla. A Filosofia não é uma simples disciplina que se estuda na escola ou na faculdade. Tampouco é somente a temática de alguns autores conhecidos por seus livros interessantes. É uma atitude, uma ação que precisa ser realizada em todos os momentos, todos os dias.
Notei ainda, que muitos que afirmam ser estudiosos, altamente intelectuais e até especialistas em determinados campos do saber, são os últimos à terem tal consciência. São os últimos a tomarem a decisão de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas do dia-a-dia, pois se não fosse assim, alguns avanços científicos e tecnológicos nunca poderiam prejudicar o homem, antes, seriam todos frutos de profundas ponderações éticas. E essa é a maior prova de que todos somos filósofos, ou melhor, todos podemos ser filósofos.
Não se trata de viver "no mundo da Lua", mas de querer saber por que se criou o mito de que uma pessoa que pensa muito vive no "mundo da Lua". Não é chatice, não é caretice...É a "arte do bem viver" como Marilena Chauí bem nos diz em seu "Convite à Filosofia". Que todos aceitemos então tal convite e comecemos a entender. Mas...Entender para quê? Ah! É exatamente esse o espírito.

