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Rótulos |
Não se poderia esperar mais de um...........Bem, ia dizer sistema para comentar sobre o capitalismo e essa expressão já sugere o assunto deste sábado,que são os termos que a sociedade utiliza para conceituar algo,mesmo sem ter uma noção mais aprofundada do que seja este “algo”.A palavra sistema, por exemplo, é correta para denominarmos o capitalismo,já que, segundo os dicionários,à exemplo, o Aurélio, é designada como:o conjunto das instituições políticas e/ou sociais e dos métodos por ela adotados,encarados quer do ponto de vista teórico,quer do ponto de vista de sua aplicação prática;conjunto ordenado de meios de ação ou de idéias,tendente a um resultado.
Porém, ela é utilizada com demasia pelas pessoas, principalmente para as que se dizem contrárias à esta conjuntura, como a principal causadora dos problemas evidentes no mundo.Não tem como negar-lhe este papel,mas a maneira como é tratada, de forma correspondente a uma coisa autônoma e com vida própria faz surgir um pergunta:quem compõe esta estrutura tão perversa e dá vida à ela?A resposta seria a sociedade como um todo. Portanto, essa utilização do vocábulo, é um modo de não se responsabilizar pelos problemas,e é uma forma de rótulo.
Com efeito, o que se pode esperar do sistema (dito no primeiro parágrafo), que agora entenderemos como o complexo social, é a procura de avaliar superficialmente as coisas e as pessoas, primeiro por uma exigência do mercado, que precisa saber o perfil dos seus consumidores para elaborar as estratégias de venda do produto e, segundo, pelo fato das pessoas, por curiosidade e comodidade fazerem questão de taxar umas as outras, pois todas elas são especuladoras ou objeto de mútua especulação.
O ser humano está sempre examinando os demais seres da sua espécie e se comparando a eles, talvez para ponderar se o comportamento que adotam para si é semelhante ao que foi observado no outro, ou seja, para se reconhecer no outro e analisar de forma comparativa a sua conduta como correta, ou não. Deste processo vem a crítica, muitas vezes feitas sem fundamentação, ou por serem percebidas mesmo que inconscientemente na pessoa criticada, características também constituintes de quem fez a crítica. Há também as razões sentimentais para a realização das críticas;um sentimento mais recorrente quando se estabelece uma crítica negativa é a inveja.
Patis, malas, bêbados, metaleiros, nerds, skatistas, emos, loucos, hippies, bandidos, drogados, prostitutas, comunistas, burgueses, anarquistas, subversivos........... Será que só de ver a aparência, ouvir falar sobre, conversar ou ouvir alguém conversar com uma pessoa, pode-se saber tão profundamente sobre ela a ponto de se destinar um termo que padroniza suas características e delimita o seu perfil?Por exemplo, ao entrar em uma padaria e olhar uma série de tortas na vitrine, uma em especial chama mais a sua atenção, a de chocolate, ela parece ser muito boa, está coberta de chocolate, bem molhadinha, com muito recheio. A primeira impressão que ela te dá pode não ser verdadeira, pois você apesar de tê-la visto não a conhece, só a conhecerá depois de estudá-la de forma mais aprofundada, obviamente comendo-a e checando se o chocolate e o material de que ela é constituída é de qualidade, se ela está de acordo com o seu gosto etc.
Mesmo que alguém já tivesse te falado alguma coisa boa ou ruim sobre aquela torta e você tivesse observado algumas pessoas a detestando ou gostando dela, você só saberia se ela era realmente boa se a conhecesse. Por esse motivo os rótulos são bons sim..........para ficarem ali bonitinhos na superfície dos produtos, mas o Bom Senso adverte: rotular pessoas é prejudicial às relações humanas.

Carreira jornalística |

Os estudantes não caem de "pára-quedas" no curso de Jornalismo,porque os que optam por ele, sabem que a profissão não é valorizada como deveria.Escolhem esse curso não por falta de opção,mas porque gostam de ler,escrever,ouvir histórias,são pessoas curiosas,antenadas,que gostam de buscar informações.
Semana passada,falou-se no preconceito que muitos estudantes passam ao escolher determinado curso e na falta de liberdade de expressão.Hoje, o comentário será sobre a vida dos jornalistas,de modo geral.
A maioria dos jornalistas começam como repórteres,saem em busca de notícias(algumas vezes precisam cobrir mais de uma matéria),voltam para a redação,produzem os textos,escolhem as melhores fotografias e passam para o editor.É uma vida agitada,corrida,sofrida,esperam horas,se for necessário,para conseguir notícias.No entanto,o que seria do jornalismo sem a agilidade e a curiosidade do repórter?
Os jornalistas sonham em cobrir um "furo"(informação inédita).O período de trabalho deveria durar 5 horas,mas não é isso que acontece,muitos trabalham até tarde,em busca de novas informações,à espera de um "furo".Tudo isso porque gostam do que fazem,se não gostassem, não conseguiriram trabalhar em jornais,rádio ou televisão.Muitos dos grandes profissionais da área colocam a vida pessoal em segundo plano para realizar-se profissionalmente.
O mais adequado seria tentar equilibrar a vida pessoal com a profissional,manter contato com a família,que muitas vezes é esquecida.Alguns jornalistas consideram seus colegas de trabalho como seus familiares,por conhecerem o quanto a profissão exige dos jornalistas.
Antes de criticar um jornalista,busque conhecer o trabalho,se ele é sério e feito com responsabilidade.
O trabalho é tão digno como qualquer outro e muito gratificante.

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SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de maio de 2007
A suposta imagem do Papa alemão rígido e frio já não existe após poucas horas da presença de Bento XVI no Brasil.
Joseph Ratzinger, que já fora taxado de «cardeal panzer», em alusão ao tanque de guerra alemão, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, quebrou o protocolo em várias ocasiões, para ver e abençoar os fiéis brasileiros que o aguardavam.
Essa quarta-feira, após chegar ao Mosteiro de São Bento no início da noite, saudou os cerca de 5 mil fiéis que o esperavam, afirmando que a «acolhida tão calorosa comove o Papa».
Ao final da saudação, visivelmente alegre, o pontífice abençoou a multidão e agradeceu em bom português com um «muito obrigado». Desejou ainda uma «boa noite» a todos que estavam ali.
Na manhã desta quinta-feira, os cerca de 2 mil fiéis que faziam vigília na praça do Mosteiro desde as primeiras horas da manhã não foram frustrados em sua expectativa de ver o pontífice.
Após rezar a missa privada no Mosteiro, Bento XVI mais uma vez saiu ao balcão para demonstrar sua alegria com a calorosa acolhida dos brasileiros.
Saudou de braços abertos a multidão por alguns instantes. Em seguida abençoou os presentes. O sorriso sincero se mantinha na face do pontífice.
fonte:ZENIT
Não que eu seja uma fã assídua de Bento XVI, mas sua presença no Brasil surpreende por seu carisma e simpatia.
a Igreja Católica demostra força ao contrário do que os meios de comunicação propagam.
O que se observa é um Pacaembu lotado de jovens felizes pelo credo que professam e interessados em difundir sua fé...
A Igreja Católica supreende...

Beleza de Boneca |

Um pesquisador da Faculdade Estadual de Fairmont conseguiu esclarecer o mistério. Ele mostrou a 495 indivíduos ilustrações e retratos de pessoas com diversas características e formatos do rosto e corpo. Os participantes deviam indicar quais aspectos consideravam mais atraentes.
Foi constatado que as pessoas detestam coxas curtas, pernas curvadas, dentes caninos grandes (sobretudo os pontiagudos), gengivas proeminentes, mãos longas, dedos curvados, polegares e pescoço curtos e maxilares excessivamente projetados. Entre as características mais apreciadas estão: pernas longas, pescoço comprido, lábios rosados e carnudos, olhos grandes, ombros eretos, dentes regulares, dedos afunilados, pele lisa e sem pêlos, ventre plano, arco da sola do pé acentuado, isto é, as mesmas características da Barbie.
As fêmeas que possuem estas qualidades tinham maiores chances de se reproduzir e de gerar uma prole com suas próprias características; as outras simplesmente desapareciam. Podemos supor que os machos humanos se reproduziam (e talvez se reproduzam ainda) tendo uma Barbie como modelo inconsciente na escolha de sua parceira.
Apesar dos problemas que esta boneca pode suscitar por causa dos tipos de papéis femininos que encarna, ela ilustra o modo pelo qual se desenvolveu a percepção da beleza humana: Barbie tem todos os elementos físicos que julgamos “bonitos”.
Além disso, a aparência da boneca é jovem, e a juventude representa também um critério de beleza, já que a idade é um indicador de fertilidade. Os olhos grandes são apreciados justamente porque sinalizam juventude. Segundo estudo realizado em 1996, apenas os adolescentes preferiam mulheres cinco anos mais velhas. Homens adultos têm optado, ao longo dos séculos, pelas mais novas. Finalmente, que dizer da cor dos cabelos da Barbie? Será verdade que os homens preferem as loiras?
Uma coisa é certa: gostamos das pessoas portadoras de genes distantes dos nossos porque a mistura genética aumenta a capacidade de sobrevivência. Por esta razão, em muitos países em que predominam os morenos, os loiros são mais procurados justamente por serem raros. Unir-se a eles permite manter a diversidade genética e reforçar o sistema imunológico da prole, fato que favoreceria a conservação da espécie.
Até os bebês são sensíveis à beleza. O psicólogo Alan Slater, da Universidade de Exeter, Reino Unido, mostrou para 100 meninos recém-nascidos entre as cinco horas e dois dias de vida, duas fotografias diferentes, colocadas uma ao lado da outra, ambas a cerca de 30 cm do rosto do bebê. Uma das fotos mostrava uma mulher muito bonita e a outra, uma mulher comum. O olhar dos bebês voltou-se quatro vezes mais para o rosto que os adultos julgariam atraente.
Isto demonstra que a identificação de feições “agradáveis” parece ativa desde o nascimento.
Homens ou mulheres, independentemente de nossas características, somos todos sensíveis à beleza. Estamos “biologicamente programados” para reconhecê-la e apreciá-la. E quem é que assume todas as características da beleza feminina? Ela mesma: a Barbie.

Uma crônica??? |
Uma correria doida;
Noites de sono mal dormidas;
Estresse;
Reuniões intermináveis;
Trabalhos que fazem jus ao nome, porque dão literalmente muito trabalho;
Sentimentos confusos, e que me deixa mais confuso ainda;
Palavras que surgem e desaparecem sem deixar rastro;
Será que sobrará algum tempo realmente pra mim? Acho difícil.
"Caramba, hoje é o dia do meu post!" (Aquela reunião que não acaba nunca). Relógio: 18:40! Impossível!
Telefone gritando. "Alô". Realmente, tá complicado hoje.
Ônibus, não aguento mais! Banho, tava precisando, não tô mais, já tomei!
Enfim, só o Caco.
Será isso uma crônica??? Acho que sim, dizem que os autores são quem definem o que são seus textos.
Raphael Pacheco se diz cronista do Ponto de Vista!

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André Borelli é escritor estudante de jornalismo e convidado especial do ponto de vista
Personagens:
Um jovem
Um conhecido
Ato I.
(Quando se cospe para cima, só se tem uma certeza.)
“Interprete meu sonho que lhe darei minha alma.” (Propõe, um jovem a um conhecido.)
“Como faria eu para obter, verdadeiramente, sua alma?” (Indaga-o, sorrindo.)
“Tomaria posse de tudo aquilo que já escrevi. Seria sua a minha obra.” (Responde-lhe.)
“Palavras bem ordenadas formam frases que nos transmite a grandeza da alma ou a imperícia na conduta. Confio nisso. Mas, como qualquer outro, já possuo a minha.” (Desacredita.)
“E que quer dizer? Algo? Desdenha-me? Não lhe atrai tal proposta?” (Força.)
“Só me intriga. De que me serviria tal regalo, se nem a ti interessa mais?” (Desconfia o outro.)
“Interessa-me muito, mas desapego-me de tudo se acaso desvendar o que me aporrinhas.” (Apressadamente lhe responde.)
“O que te aporrinha deve ser demasiado forte. Faça-mos o seguinte, diga-me o que é e verei se vale a pena ser teu Mefistófeles.” (Ironiza.)
(Quando as feridas são expostas tornam-se tentadoras para as moscas.)
(De um sobressalto inesperado o jovem esclarece sua opinião.)
“Certo, aceito! Acredito que o caudilho de todo homem seja realmente os teus escritos. Diz o teu sonho e lhe direi o significado.” (Aceita, então, o atraído de sorriso largo.)
“Senta-te, pois é longa a visão que tive.” (Adverte-lhe.)
“Dê-me teu último texto. Irei lê-lo antes de te ouvir.” (Já avistado o lugar ulcerado, sente-se, agora, teu odor.)
“Sim. Sejas rápido, pois a curiosidade, a mesma que me leva a lhe entregar a alma, é filho desgarrado que chora de fome.” (Inquieta-se.)
(Decorre uma hora e meia de um monólogo quase sem intervalos.)
(O sonho é esmiuçado.)
(Cada detalhe, somado aos indícios da fadiga, claros na expressão facial, é uma frase decorada, teatral.)
Continua na próxima segunda!
