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REFLETINDO... (ante-poesia) |
Antropomorfismo
O que há de homem no pássaro?
O que há de pássaro no homem?
Antropocentrismo
O homem não canta para o pássaro
O pássaro fala para o homem
O homem refletindo sobre o pássaro
O homem refletindo-se no pássaro...
Fez-se o avião...
Ruidoso como o silêncio do pássaro
“Segundo” Feuerbach (palavra segundo,
de tempo, tempo de um segundo contém
a eternidade inteira com o que disse este
amante da sabedoria que aqui se anuncia
depois dos dois pontos ,dos pontos dos dois
“segundos”,de tempo e de anuncio) :
*O homem não é obra divina, mas o contrário,
o homem que criou Deus à sua imagem e
semelhança*. - Antropocentrismo
Homem obra – homem pintor, pretensão
Da mesma tinta fez-se o pássaro e o homem
O pássaro à pincel e o homem à caneta
“Saber é poder”,Francis Bacon.
Sabe o homem das necessidades do pássaro?
Sofre o pássaro com as necessidades do homem
Quando toda a fauna estiver extinta
Os homens saberão...
Os homens gostarão...
De pássaros

Medina e o bandido = Bingo |

MEDINA: Educado em ótimas escolas
BANDIDO: Semi-analfabeto
MEDINA: Salário exorbitante
BANDIDO: Sem salário fixo
MEDINA: Mansão em área
BANDIDO: Mora em uma confortável cela de cadeia
MEDINA: “ACUSADO” por...
BANDIDO: CULPADO por...
No início do mês de maio, ocorreram dois crimes no mínimo cabulosos.
O MINISTRO do Supremo Tribunal de Justiça, Paulo Medina sofreu acusações de envolvimento na venda de sentenças jurídicas para beneficiar criminosos.
No mesmo início de maio um homem invadiu uma casa
O ministro defendeu-se como pode e como todo bom detentor do poder alegou ser inocente, vítima de mentiras e calunias.
O bandido foi preso como um animal, jogado no bagageiro de um carro da polícia.
Medina teve acesso á primorosos advogados, com todo amparo da lei em sua honrosa cidadania brasileira.
O bandido sumiu no carro, ele é só um bandido: favelado, fugitivo de uma penitenciária, homicida, que será jogado ás traças do sistema penitenciário do Brasil.
Medina, como digníssimo político brasileiro, renunciou ao cargo, se aposentou e receberá o mísero auxílio previdenciário de 23 MIL REAIS POR MÊS.
Nossa inteligência se nega aceitar que dois infratores (para não proferir criminosos) tenham fins tão distintos...
Espantosamente, este assunto foi esquecido pela mídia e por nossa ligeira memória.
Mais uma vez:
BINGO!!!!
VIVA O BRASIL!!!!
VIVA MEDINA!!!!
E VIVA O bandido (afinal ele também merece)!!!!

Que tédio!!! |
Entediado. O melhor remédio é escrever. Pelo menos assim o tédio aparentemente diminui ou acaba.
Tédio, mas o que é tédio? Será um sentimento? Acho difícil. Imagino que seja um estado, um estado de tédio. Seria aquele misto de agonia com alguma coisa que te incomoda (grande conceito). Para piorar esta situação a cabeça logo começa a doer. Cefaléia infeliz.
O entediado por consequência é estressado. Nada está bom, não tem paciência com nada nem com ninguém. O mundo e a vida poderiam acabar naquele momento, que seria lucro, assim não teria que “viver a vida” (Eu sei, foi redundante) entediada.
Para ele o dia nunca está bom, se está chovendo: “Esta chuva que não acaba”, se faz sol: “Que calor”. As cores mais parecem acolores (neologismo, será?), não fazem diferença para aquele que vive, ou melhor, que empurra a vida, sob as amarras do tédio.
Sozinho?! Afirmar é errado, pois existem pessoas e pessoas. Quem sabe não exista um entediado para uma entediada, ou alguém que suporte com amor e pelo amor viver ao lado do tédio em pessoa.
Enfim, o tédio é um tédio e este texto está ficando entediado, não é?
Sai pra lá Tédio!!! Xô!!!
Raphael Pacheco se diz cronista do Ponto de Vista!!!

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André Borelli é escritor estudante de jornalismo e convidado especial do Ponto de vista. Na segunda passada dia 07/05/07 foi postado o primeiro ato deste texto e agora confira o segundo ato e última parte.
Ato II.
(Inicia, o impaciente, a resposta, o esclarecer e junto disso a cobrança do trato.)
“É simples. Adianta-me todos os teus escritos, pois já tenho a resposta.” (Escuta-se um tom de voz diferente depois de tanto tempo.)
“Mas como? Tão rápido? Seja prudente na tua análise.” (Pede, intrigado, o jovem sonhador.)
(Determinadas coisas não se diz, e muitas outras não se propõe.)
(Os discípulos do Caos, que vagam sobre a ignorância e sob a ironia, sobrevivem da estupidez dos fracos.)
“Comecemos. Teu sonho, ah! teu sonho, simplório, acompanhei-o seguindo tuas últimas palavras, enfadonho. Aborrece, é tédio, como tudo que é claro, evidente demais, vazio. O sol que ilumina, e esclarece, pra uns, sega-te e lhe impede de ver tua fantasia, tua agonia, teu pesadelo em tuas próprias linhas. O teu teatro, suas folhas viradas são comédia, desviradas tragédia.” (Desfere um golpe.)
(Embasbacado, o escriba, solta um gemido.)
“Mas pensei que...” (Tenta dizer algo.)
“Tu não tens a capacidade de pensar, pobre Fausto. Eis a tua agonia.” (Aperta a chaga.)
“Irá me ofender ou esclarecer, de fato, meu sonho? Que irá fazer tu?” (Quase chora, o que se desfaz de si facilmente.)
“Já vos disse. Tu desvendaste teu sonho e o colocou no papel, sem o saber. Agora zombarei, sim, de ti. Queimarei cada frase que tu ousares esboçar, pois, agora são minhas, pude concluir, de nada me servirão, nem à mim, nem à ninguém. Escreve, mas não o faz por inteiro. Sonhas, mas não tem bojo para interpretar teus medos e ornar seus desejos. É petulante, pois julga-me verdadeiramente interessado em tua ‘alma’. Ironicamente aceitei tua oferta, e tu nem percebestes. Aceitei, pois queria escutar tua voz uma última vez, o som de quem clama por algo, de quem clama por algo dentro de si, do vazio de si, e que mais tarde se sentirá sufocado pela fumaça que sai das folhas que ardem no fogo que emudece para sempre a boca de um alguém que vagará sem alma por tão pouco. A única coisa que concordo com ti é que desfaças tão facilmente, desapega-se como me disse outrora, de tuas palavras rabiscadas, pois são dignas disso. Aporrinhava te, teu sonho, agora não mais. ”
(Como um surrado, sem forças pra soltar um grito que seja, o dono do sonho emudece e desaba diante de tais palavras.)
(No campo dos letrados só letrados são munidos para combate, a verdade é áspera, e alguns estão dispostos a esfregá-la na cara dos Frases-feitas que ganham medalhas sem nunca sujarem os pés.)
Próxima segunda! eu! Renato Joseph! estarei de volta.
