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As pessoas saem pelas ruas à procura de lojas com grandes liquidações, precisam comprar, suas vidas dependem disso, pois vivem num mundo marcado pelo consumismo.
Hoje, os valores éticos e morais não importam tanto quanto uma boa aparência, a imagem de um ser humano para manter relações sociais. A mídia impôs à sociedade o tipo físico perfeito, os produtos vitais para estar na moda e ser sempre jovem. Tudo isso nada mais é do que uma alienação mercadológica: a necessidade de fazer parte de um grupo social é muito grande, levando ao consumo exagerado.
Por que existe a ilusão de satisfação depois de fazer compras? Muitas pessoas sofrem com uma vida pessoal e profissional conturbada e vão às lojas em busca de consolo. Entretanto, esse período de alegria é momentâneo e o desejo de adquirir mais produtos torna-se repetitivo.
O importante a ser levado em conta é priorizar valores morais em uma pessoa porque produtos de grifes famosas por ela usada não revela seu caráter. A mídia importa-se com beleza física de uma maneira tão obsessiva que deixa a população alienada, impedida de enxergar questões essenciais para o ser humano.

Jovens utópicos |

Jovens utópicos, sonhadores, lutando por seus ideais; ainda é possível achá-los.Mas até quando eles são dominados por esses aspectos?Será que com a chegada dos 20 e poucos anos o entusiasmo deles se vai?
Os conflitos, as questões e dúvidas presentes na dinâmica de vida de cada um de nós são um grande convite à idealização de projetos revolucionários, inovadores.Não é raro nos depararmos com esses projetos, seja nas ruas, nas escolas ou universidades.Muitas dessas idéias são desenvolvidas por jovens e talvez, por esse motivo, tais proposições não são encaradas como deveriam por parte da sociedade.Quantos não são os casos de desvalorização, o popular “fazer pouco caso”, das palavras dos movimentos jovens, como por exemplo, a Une?Há também, a baixa expressão e representatividade dos jovens no meio político; o exagerado valor dado à ortodoxia tem feito, historicamente, dos jovens,
Adultos pacatos e passivos.
A juventude de 20 anos atrás ofereceu aos adultos de hoje (são as mesmas pessoas) um belo discurso de como se luta por seus ideais.Aqueles que hoje possuem entre 35 e 40 anos não cansam de se gabar de passeatas, suas faixas e caras pintadas.Ha discursos em que descrevem a juventude atual como ignorante, desinteressada e fútil; esquecem que a juventude atual são seus filhos, sobrinhos e, quem sabe até, netos.Então, aí vem a grande pergunta: Porque a juventude não alça vôo?”As asas são cortadas antes mesmo da primeira tentativa e, logo por aqueles” defensores “da mocidade atuante, os críticos. Outra pergunta:” Será porque eles vêm assumindo essa atitude?”Será que querem deter o monopólio do título de jovens atuantes?”. Difícil saber.
O que se pode saber é o que o legado deixado por eles não é, e passa longe, de ser motivo para comemorações.Hoje, muitos deles estão na vida política, e quais são os exemplos?São bons exemplos? Há poucas, raras demonstrações de boas ações nesse meio.Alguns são médicos, advogados e jornalistas pouco comprometidos com o conceito de cidadão; contrariando até aqueles ideais pelos quais tanto lutaram no passado.Há também, aqueles que representam a ala dos nadas, porque assim o desejaram ser. Gritavam e pintavam as caras e nem sabiam o porque.
Texto do convidado Dilvo Rodrigues

Traídas Pelo Desejo |

“Ainda precisamos nós sentir únicas para um homem, ainda acreditamos que eles podem nos salvar, e por isso, não suportamos traição” diz a antropóloga Miriam Goldenberg, em uma reportagem para a revista Tpm.
“Quando vamos perceber que o casamento é só uma das opções e não a única? Quando vamos ser livres?”.A antropóloga estuda há cerca de 20 anos o comportamento das mulheres de classe média brasileira. Uma das teses de Miriam é que pensamos que podemos encontrar tudo em um homem, que ele pode preencher todas aquelas nossas faltas existenciais. Como se isso fosse possível! O problema, de acordo com a antropóloga, ainda é maior para as brasileiras. Ainda não aprendemos que dá pra ser feliz solteira, casada, amigada e que existem mil maneiras de viver. E, sim, ainda fingimos que não sabemos que um dia seremos traídas (quem nunca foi?) e um dia trairemos (quem nunca traiu?). E isso não é um drama tão grande assim. Faz parte da vida. Leia a seguir trechos da conversa com a antropóloga que conseguiu, no meio de uma tarde qualquer, ter uma conversa sobre infidelidade que foge completamente dos clichês que a gente está acostumada a ler por aí.
Você não acha que o conceito de infidelidade mudou nesses últimos 20 anos? A gente é independente, não precisa mais do papel de um homem como antes... Pior é que precisamos. O que mudou é que a outra de antigamente, que dependia financeiramente do homem, não existe mais. Hoje, a amante é uma mulher independente. Mas o que me motivou nesse trabalho foi ver que muita coisa não mudou, que a infidelidade ainda é um sofrimento enorme na nossa cultura. Que a mulher traída se sente uma fracassada, por mais que seja moderna.
Mas, sinceramente, não é praticamente impossível ter um relacionamento duradouro sem que haja infidelidade? Por mais que a gente saiba disso racionalmente, você deseja ser única e especial e acredita que pode ser tudo isso para a pessoa que ama, o que é uma baita ilusão romântica. Achamos que, quando encontramos alguém, ele vai esquecer todo mundo, o passado, as outras pessoas e só olhar para a gente. Somos alimentadas por essa ilusão.
Isso quer dizer que a gente ainda acredita em príncipe encantado? Eu não gosto dessa expressão porque acho que nem um príncipe vai resolver todos os problemas de uma pessoa. Teria que ser um superpríncipe [risos].
E esse é um problema brasileiro? Sim. A mulher européia não acha mais que precisa de um homem ao lado. Na cultura deles já está claro que você tem várias maneiras de viver. Ter um homem, para a mulher brasileira, ainda é primordial. E ao mesmo tempo ela quer ser livre, loira, linda. Isso traz muito sofrimento.
Homens e mulheres lidam com o fato de serem traídos da mesma maneira? Não. Lidam de formas completamente diferentes. Homem não quer saber, ele não procura. A postura do homem é: “Se ela parecer fiel, eu sou feliz. Finja muito bem.” A mulher já tem essa postura de nunca acreditar que o homem é fiel, de procurar indícios de traição. E aí vai acabar encontrando, não é? Porque se ela não acredita provoca raiva no cara. Mas eu descobri homens fiéis. A infidelidade masculina não é uma certeza.
Depois dessa conversa, dá impressão de que nós, mulheres, andamos meio loucas. Existe solução? Não, não estamos loucas. Isso é cultural. A cultura constrói a gente muito fragilizada sem um homem. É como se eles fossem objetos disputadíssimos, um objeto fundamental. Enquanto a gente não reverter isso, vamos continuar agindo como loucas, disputando atenção, achando que um telefonema pode mudar a nossa vida. O que a gente precisa é reverter essa idéia de que uma mulher sem um homem é uma fracassada, uma mulher menos. No dia em que as brasileiras falarem: “A minha opção é casar e ter filhos”, “a minha opção é não casar e não ter filhos”, “a minha opção é ter um filho sem casar”, quando tivermos todo esse cardápio de escolhas, vamos ser livres. Eu tenho nos meus dados que as mulheres invejam a liberdade masculina. Como pode? Depois de tudo o que a gente avançou? Isso é porque as mulheres não são livres!
E continuamos achando que vale ter um homem a qualquer preço... Sim. A infidelidade só é um drama por causa do valor que o casamento e o homem têm na nossa cultura. O homem pode ser meio infiel, meio alcoólatra, meio violento. Porque o importante é ter um homem. E, sinceramente, não sei em que geração isso vai mudar. Depois de tanta coisa, tanta liberação, acho que houve um retrocesso. Andamos meio conservadoras.
Está ficando cada dia mais difícil.....

ARRISCAR!!!!!! |

Definição do dicionário para ARRISCAR: que está em risco,jogar na sorte,correr o risco
Rir é arriscar-se a parecer doido...
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental...
Estender a mão é arriscar-se a comprometer-se...
Mostrar os seus sentimentos é arriscar-se a se expôr...
Dar a conhecer as suas ideias, os seus sentimentos, é arriscar-se a ser rejeitado...
Amar é arriscar-se a não ser retribuído no amor...
Viver é arriscar-se a morrer...
Esperar é arriscar-se a falhar...
Mas devemos nos arriscar.
Aquele que não arrisca nada...
Não faz nada...
Não tem nada...
Não é nada!"
Rudyard Kipling
Porque é tão difícil arriscar? Medo? Receios? Covardia?
Quando nos vemos em uma situação de decisão por exemplo. Devemos ir pela razão ou pelo coração? Para os poetas arriscar parece ser tão corriqueiro e familiar.É... conhecemos inumeros depoimentos de alguns que arriscaram, felicidade para alguns e tristeza para outros.Os conselheiros de plantão tem uma frase obrigatória (é melhor arriscar e quebrar a cara do que viver sem arriscar!!). E aí? Se arriscaria a quebrar a cara? Ou viveria frustrado?.Já ouvi dizer que arriscar é para quem tem tempo sobrando, porque se não der certo o tempo não volta atrás.
Não é meu objetivo dizer o que se deve ou não fazer. Mas tudo que passamos cada minuto é algo que se aprende, e por incrível que pareça também se aprende quebrando a cara, se aprende com a dor, e seria tão fácil se tudo na vida desse certo.

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"O planeta pede socorro”, esse e muitos outros exemplos de manchetes estão por todas as revistas e jornais. Todos falam do apocalíptico aquecimento global. No entanto, são poucos os que verdadeiramente sabem o que significa isso. O que causa o aquecimento global? Até que ponto o desmatamento na Amazônia é responsável por isso?
O chamado efeito estufa é o responsável pelo aumento da temperatura na medida que gases poluentes como o dióxido e monóxido de carbono são lançados na atmosfera formando uma camada que impede a passagem dos raios solares incidentes na superfície terrestre. Com isso, os raios solares não se dispersam causando um superaquecimento.
Por causa desse fenômeno, geleiras estão derretendo, alterações climáticas como furacões são cada vez mais freqüentes, e a própria temperatura está ficando fortemente alterada em todo o planeta.
A falta de informação é tão grande a cerca desse tema, que muitos não imaginam que o “monstro” do efeito estufa é um fenômeno natural e até certo ponto necessário para manter constante a temperatura da Terra. O que tem prejudicado esse processo, é a emissão dos gases poluentes. Tais gases são, na sua maioria, provenientes da queima de combustíveis fósseis.
Todas essas informações mostram como o próprio homem foi e continua sendo capaz de destruir o seu próprio lugar. No entanto, além dessa análise um tanto quanto maniqueísta, não se pode deixar de lado que os interesses econômicos, sempre prevalecentes nas problemáticas do mundo capitalista, também moldam essa questão.
Foram em nome desses interesses que países como os Estados Unidos, se recusaram a diminuir as emissões de gases poluentes em suas fábricas. É por causa dos interesses econômicos que a venda de créditos de carbono, acordado no Protocolo de Kioto, não tem resolvido o problema da poluição, visto que um país que não é obrigado a diminuir suas emissões pode negociar sua porcentagem para que os que precisam cumprir o protocolo, possam emitir tal porcentagem, o que não modifica de maneira significativa o problema mundial.
Além de tudo isso, as queimadas em florestas também contribuem para tal poluição. E é exatamente aí que os olhos se voltam para o desmatamento na Amazônia. Isso, porque além de contribuir para o superaquecimento, o desmatamento pode modificar o tempo de permanência da água baia, o que causará inundações durante os períodos chuvosos e conseqüentemente um aumento de períodos de seca na região. Destaca-se, principalmente, que a pior conseqüência será a destruição de um grande sumidouro de carbono que é a floresta amazônica.
Diante de todo esse problema, surgem diversas correntes de pensamento sobre o fim do planeta, surgem possíveis soluções e até um certo exagero no repasse de algumas informações. Mas uma coisa é certa: com ou sem “terrorismo” o homem precisa se conscientizar e cuidar melhor de sua casa, seu planeta.
