
Parcerias |
Renato Joseph - Segunda |

Raphael Pacheco - Terça |

Márcia de Abreu - Quarta |

Maria Amélia Saad - Quinta |

Camila Di Assis - Sexta |

Amabile Nascimento - Sábado |

Brena Freire - Domingo |

Link o blog... |

Layout por... |
Contador de visitas |
A mãe do bandido. |
Basta os meios de comunicação de massa divulgarem que alguém é suspeito de um crime para que os próprios meios e a opinião pública condenem este indivíduo, como ocorreu essa semana, com os três menores que mataram um casal na frente do filho de sete anos. O crime me assustou e me sensibilizou sim, mas também fiquei atenta para a forma como foi abordado: mais uma tentativa da televisão bresileira de manipular o teleespectador e formar a sua ópinião a favor da redução da maioridade penal.
O que estou dizendo, que a imprenssa não deveria dar enfase para a monstruosidade destes atos? Não, e também não irei defender o que a mídia e a sociedade conceitua como "bandidos", mas quero chamar atenção para um pequeno detalhe: "bandido" se cria sozinho? Sem nenhuma interferência de fatores sociais, econômicos e políticos? Certamente não, todo bandido tem mãe e a mãe destes bandidos tem nome, se chama sociedade.
Quando se fala em delinqüência juvenil logo se pensa em classes sociais menos favorecidas, mas a própria mídia tem provado que todas as classes estão inseridas nestes atos que decorrem da falta de compromisso que essa mãe está tendo com seus filhos, que são todos, sem escessão de classe, gênero, ou etinia.
Vou compartilhar com vocês o argumento mais simples e mais forte que ouvi contra a redução da maioridade penal: eu fui assistir a uma palestra da ex -inspetora de polícia do Rio de Janeiro, atual deputada, uma mulher forte, sensível, doce, mas que foi dura com os traficantes de maior periculosidade do Rio de Janeiro e conseguiu os prender. Quando foi aberto para o público perguntar, um rapaz perguntou se ela era a favor ou contra a redução, ela foi direta e enfática: - Contra! A plateia se agitou, deu para sentir uma tensão no ar e achei que a qualquer momento alguém fosse contestá-la e realmente estavam se preparando para isso, quando ela disse questionadora:- Querem reduzir?Reduzão!Mas para quantos anos? Todos ficaram parados e sem resposta, acho que ela convenceu a todos com esta pergunta, pois todos perceberam que este não é o caminho, todos sabemos que o verdadeiro caminho é a educação, o esporte... o amor desta MÃE.
É claro que medidas emergenciais devem ser tomadas e a educação é a longo prazo, mas os resultados dela, bem empregada são concretos e eficases!

|
“O site fala por ele. Fala com ele”

Antonio Pedro Tabet, publicitário carioca, formado em comunicação social pela UFRJ, criou em 2002 o site “Kibe Loco”(que atinge cerca de 100 mil acessos por dia). Graças a popularidade do Blog , o programa “Caldeirão do Huck” (vinculado na Rede Globo), adotou-o como uma de suas atrações.
A Deutshe Welle internacional concedeu ao Kibe Loco o título de “melhor webblog jornalístico em português”, o júri popular do site iBest concedeu-lhe o prêmio de “melhor Blog do Brasil”e a revista ISTOÉ elegeu Tabet como uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil em 2006 .
Desde o dia 23 de Abril de 2007 o Kibe Loco faz parte da linha de sites da “Globo .com” , com links na página inicial.
Segundo Tabet site Kibe Loco possui credibilidade rente ao leitor pois, “fala com ele. Fala por ele”, possuindo transparência ideológica, e ainda afirma que o público do blog são pessoas de “todas as idades, sexos, credos, cores e times de futebol”.
Por Maria Amélia Saad
ANTONIO TABET- É o melhor. Disparado. São pessoas livre, leves, soltas, bonitas, inteligentes, de bem com a vida... ou não. ;-) Falando sério? São pessoas bem informadas, inteligentes e bem-humoradas. De todas as idades, sexos, credos, cores e times de futebol.
MA-O "KIBE LOCO" é um site de informação(mesmo não sendo uma linguagem
tradicional) com notícias, de "ar descontraído". Como você consegue atingir
o grande número de pessoas que visitam a página diariamente?
AT- Acho que o site cativa pela honestidade. Segue uma linha editorial muito nítida, simpática e agradável.
MA- Como surgiu a idéia de misturar humor com notícias?
AT- Humor e notícias sempre caminharam juntos.
MA- Você acredita que a notícia online pode democratizar a informação?
AT- Sim, claro. Acho até que a internet é um grande instrumento contra o corporativismo da informação.
MA- Como você conseguiu tamanha credibilidade e confiança dos internautas(por
exemplo o site consegue modificar resultados de pesquisas)?
AT- O leitor confia no site porque o site não mente para ele. O site fala por ele. Fala com ele.

Bom exemplo |
A execução do ex-diretor da agência que supervisiona as questões sanitárias na China, Zheng Xiaoyu, de 62 anos, na manhã de terça-feira (noite de segunda no Brasil), condenado no final de maio e acusado de corrupção serviu de exemplo para a “Justiça” brasileira, que necessita de um oftalmologista para se tratar dos lapsos de cegueira, se é que ainda há cura para o caso.
O ex-diretor que comandava a Administração Estatal de Alimentos e Medicamentos (AEAM) foi condenado por ter recebido suborno, 6,5 milhões de yuans (R$ 1,6 milhão), por parte de indústrias farmacêuticas em troca de aprovações de licensas a novos remédios. Zheng foi demitido em 2005, após sete anos ocupando o cargo. O condenado (agora, falecido! Que Deus, o melhor, o Cão o tenha!) apelou contra a sentença alegando que era “severa demais”, e que confessou seus crimes e ainda ajudou a polícia, mas seu pedido foi rejeito (Boa!).
Zheng se transformou em um símbolo da recente crise envolvendo produtos chineses, onde muitas pessoas jó morreram vítimas de remédios falsificados ou de péssima qualidade. Em 2005, cerca de 13 crianças morreram por desnutrição, depois de terem sido alimentadas por um leite em pó sem valor nutricional.
Apesar de apresentar e estar em diferente regime político, o Brasil deveria se espelhar na justiça chinesa, ou melhor, na eficácia da justiça chinesa, não que se deveria necessariamente matar todos os corruptos (bem que não seria má idéia!), mas se deveria puní-los com mais vigor. É necessário tirar a venda dos olhos e procurar um oftalmo para que a justiça faça valer seu nome, porque o que se vê no país não é justiça. Há outro nome para isso, pode ser “Injustiça”, “cachorrada”, “falta de caráter”, “vagabundice”, dentre outros adjetivos que caberiam muito bem para a realidade criminal brasileira. Qual é o melhor?

Repetência no Brasil só é melhor do que de ilha caribenha |
![]() |
|
O questionamento sobre a pequena ilha do caribe, que tem 10 mil habitantes, serviu para ressaltar, para a platéia de professores, os graves índices da educação básica brasileira. O dado, que foi apresentado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), poderia ser ainda pior. "Ele é baseado no Pisa - avaliação internacional de desempenho de estudantes - que compara a aprendizagem de jovens de 15 anos de idade em todo o mundo. No caso do Brasil, foi necessário um ajuste, porque quase a metade dos estudantes com essa idade não está no ensino médio. Portanto, eles não entraram na conta. Imagina se entrassem", disse Campos.
Neste contexto, em que 15 milhões de brasileiros, maiores de 15 anos, são analfabetos absolutos - não sabem ao menos assinar o nome -, no qual apenas 23% das escolas de 1ª a 4ª série têm quadra de esporte e 22% têm biblioteca, além da taxa de repetência de 20%, enquanto que no Peru é de 7%, a pesquisadora disse que a qualidade deve ser buscada pela perspectiva dos direitos humanos. "Diante das pressões internacionais por redução dos gastos sociais, o Brasil sempre buscou a qualidade pensando em eficiência. Quer dizer, ampliar o acesso sem gastar mais, o que cria um paradoxo. A sinalização do governo, com o lançamento do Programa de Desenvolvimento da Educação, mostra que a questão da qualidade entrou na agenda e vai receber um pouco mais de recursos, mesmo que ainda não suficiente", disse.
Voltando a discussão para o recém-lançado plano do governo federal (http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=299dd6390af4701000a89ce3689cf364) , o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Carlos Jamil Cury, que completava a mesa, disse que avaliar o rendimento dos professores, como propõe o projeto, tem um caráter punitivo. "Além de criar um clima de competitividade nas escolas, não é possível avaliar alguém se o governo não dá as condições mínimas de trabalho", disse.
Outra questão levantada foi a de como avaliar o desempenho dos alunos. "A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) é bastante ampla em relação ao conteúdo mínimo. Diante da autonomia dos estados e municípios, como podemos avaliar o grau de aprendizagem de alunos de diferentes lugares se não sabemos qual o grau de comunhão das 200 mil escolas brasileiras em torno de um conteúdo mínimo? Não temos uma unidade de referência, nem de medida", analisou.
O professor da UFMG apresentou ainda um panorama de como a constituição brasileira trata a qualidade da educação. "O texto de 1946 já dizia de eficiência escolar. A constituição de 1988 não poupa palavras e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) usa inúmeras vezes expressões que contêm a palavra qualidade", disse Cury. "Ao invés de dar condições mínimas para as escolas alcançarem a qualidade, o governo preferiu escrever na constituição que ela é essencial", comentou Campos.
Para modificar essa situação, Cury disse que a sociedade brasileira deve fechar um pacto em torno da educação. "Os sucessos da educação brasileira são muito lentos. O problema pede mudanças urgentes. Não adianta ter apenas consciência da dívida histórica. Esta geração precisa trabalhar para modificar a situação", recomendou Campos
fonte:http://aprendiz.uol.com.br/content.view.action?uuid=33866f7c0af4701000a89ce30e72ff14
