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Disciplina e liberdade |
Duas palavras que parecem ser antagônicas dividem o mesmo espaço de um único argumento: disciplina, que lembra rigor, respeito às regras de alguma convenção e liberdade, que nos remete a pensar na ausência de limites. Mas elas convergem para embasar o argumento de que a liberdade é alcançada e é, portanto, uma questão de maturidade.
Os jovens estão chegando cada vez mais cedo na universidade e este ambiente, por muitos tão sonhado, simboliza o início da independência e fim dos limites antes estabelecidos pelo colégio; agora se sai de sala de aula a hora que se quer, mata-se aula sem dar satisfações para os pais, ou seja, não existe ninguém para te impor restrições, pois subentende-se que quem chega a este estágio da vida já domina algumas noções de certo e errado.
A juventude é a melhor fase da vida e deve ser aproveitada intensamente, por isso priorizemos os trucos, bares, MP3s, bate-papos, cigarros e passeios: façamos da universidade um enorme shopping center, já que somos a geração coca-cola mesmo, temos que fazer jus ao titulo recebido depois de tanto progresso (bem a “ordem” deveria estar aqui também, mas já que estamos falando de noção de liberdade juvenil cocacolizada, temos que suprimi-la), quedas de muros e entre outros patamares do percurso capitalístico.
Quem não me conhece deve estar pensando: nossa, mas que menina séria e sisuda, o que ela quer afinal?Robotizar a juventude?Fazer com que todo mundo seja nerd, chato e ranzinza?Bem eu não iria me assustar se pensassem isso, afinal de contas os meus colegas de escola e de faculdade também devem me julgar assim, mesmo com tão pouco tempo de convivência, mas como já disse em textos anteriores as pessoas têm a necessidade de classificar as pessoas pelo que elas aparentam ser e não se preocupam em conhecer realmente.
O que realmente eu estou tentando dizer é que tudo tem sua hora, tudo o que foi exposto no parágrafo anterior é maravilhoso, quem é que não gosta de um shopping center?Mas isso não significa que temos que nos comportar assim até durante a aula, não é possível que alguém não consiga fazer o esforço (ai entra a disciplina) de sentar a bunda em uma cadeira e prestar atenção e participar por uma hora e meia de uma aula que será importante para o seu futuro como profissional e como cidadão. Também não sou hipócrita de condenar conversas paralelas, afinal de contas também temos que nos relacionar, fazer amigos, mas não o tempo todo, idem para os passeios pela faculdade.
É muito alienante pensar que ser jovem é fazer somente o que gostamos sem considerar todo um mundo a nossa volta e a quantidade de jovens que não têm a oportunidade de cursar uma faculdade, bem como o fato de que ao nos formarmos prestaremos serviço para a sociedade e para nós mesmos, por isso não é compatível a individualista inconseqüência. Então galera vamos viver intensamente, sim, mas de uma forma saudável em todos os sentidos inclusive intelectuais, lembrando que há intervalo entre as aulas e que passamos no máximo quatro horas dentro de sala. O que é isso em um dia que tem 24 horas?
Usemos também essa inquietude juvenil não só para os prazeres da vida mas para lutas importantes para o país e para a sociedade, como dizia o inquieto e comprometido Renato Russo: “Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes, teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira. E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade, há tempos são os jovens que adoecem, há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos e só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção.”

Luto |

Era mais uma viagem como tantas outras feitas todos os dias nos céus do Brasil, eram 170 pessoas cada um com a sua história e cada um que na chegada seguiria o seu destino, dentro um herbas comum que sobrevoou céus familiares, eram sonhos , eram vidas humanas que ao embarcar naquela aeronave não imaginavam que fariam parte dos 1,3% dos quase escassos acidentes aéreos com vitimas da história da aviação mundial. Era o mesmo destino para todos crianças idosos e mulheres grávidas. Para definir a reação daquelas pessoas que tiveram 4 quatro segundos para pensar em tudo que queriam porque no término do mesmo estaria o seu fim, me vem a mente a palavra desesperador, mas não há palavras não há definições. Que sorte essa não é mesmo? Não me refiro a sorte de morrerem tão tragicamente, mas a sorte de serem brasileiros, naqueles arranhas céus tão belos eles se esqueceram que aqui embaixo só existem irresponsáveis, pois para qualquer leigo quando algo de errado de risco acontece uma vez soluções devem ser tomadas, mas neste País não, aqui acontece uma duas três até que se chegue a carnificina e comece a politacagem, uma pista pequena sem alargamento no meio do caus de São Paulo como a tv norte Americana CNN mesmo debochou”é como construir um aeroposto no meio do central park e o new york post tv britânica BBC e até mesmo a árabe Aljazira chamaram congonhas de a infamia brasileira” eles são loucos uma pista muito pequena no meio de prédios e casas estão pedindo catástrofes” a burrice brasileira virou assusto mundial .
